terça-feira, 7 de agosto de 2012

Mulheres de chuteiras fazem história no templo do futebol


  • As Olimpíadas de Londres trouxeram uma marca importante na história do futebol feminino.
  • Foi a primeira vez que as mulheres de Brasil e Reino Unido sentaram nos bancos famosos dos vestiários do templo do futebol para calçar suas chuteiras, vestir camisetas de seus países e subir o túnel de acesso ao maior palco do espetáculo da bola.
  • Também foi a primeira vez que o Wembley recebeu uma partida de futebol de mulheres. Casa da seleção inglesa, o estádio mais famoso do mundo também passa a ser a casa das mulheres.
  • E nós estávamos lá para fazer a testemunha viva dessa história que você vai poder ver, ao clicar no link abaixo para o vídeo.

http://youtu.be/exJwOifv5WE

terça-feira, 31 de julho de 2012

Casa Brasil

      A Casa Brasil, instalada na tradicional Somerset House, ao lado do Tâmisa, indica o tratamento oferecido pela realeza britânica ao país sede das olimpíadas posteriores aos jogos de Londres.
      Espaço dedicado aos maiores artistas do momento, a Somerset recebe durante os jogos olímpicos os trabalhos de Sebastião Salgado e mostras diversas de fotógrafos britânicos ilustrando os 50 anos de carreira dos Rolling Stones.
      Artistas brasileiros contemporâneos, regionais, nomes de expressão e gente ligada ao COB também estão trabalhando diretamente na Casa Brasil.
    

       Aqui vai um pouco do que o país já preparou, e vem preparando, para os jogos do Rio em 2016.

Clic no link para abrir o vídeo

http://youtu.be/4UTxL9dLDoE

domingo, 29 de julho de 2012

ONG realiza o dia do abraço em Trafalgar Square

      A ONG internacional Couch Surfing reuniu uma multidão no centro de Londres para o dia do abraço. Além do alto astral e energia positiva, os integrantes da organização entregaram publicidade sobre o significado do site de mídia social, responsável por aproximar pessoas em várias partes do mundo. A ONG organiza hospedagem gratuita na residência de seus membros para todos os integrantes do Couch Surfing que desejam viajar pelo mundo.



Clic no link abaixo para o vídeo

http://youtu.be/iUWPR3jVnKE

1,5 milhão saem às ruas de Londres para celebrar jogos

Movimento como nunca antes visto. Mais de 1.5 milhão de pessoas buscam seu espaço nas ruas, ginários, estádios, à beira do Tâmisa ou no acompanhamento de milhares de eventos paralelos que ocorrem durante os jogos olímpicos. Estas são as cores das ruas...

                                             Abertura dos jogos, roteiro de cinema e efeitos especiais

Clique no link abaixo para abrir o vídeo.

http://youtu.be/1jd-BFgAH_U

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A Olimpíada dos sem credencial

     

      Começam hoje os jogos olímpicos em Londres. Centenas de milhares de turistas, voluntários, atletas, mídia, funcionários do transporte, garis, médicos, enfermeiras, artistas, milicos, batedores de carteira, polícia, detetives, ex-atletas e presidentes vão participar diretamente da construção de mais um capítulo do maior espetáculo da terra.
      Além de muitos outros. Milhares de anônimos, jovens, velhos, um contingente de menos famosos e aqueles que não possuem uma credencial de acesso aos points considerados mais hot nos jogos, como a vila olímpica.
      Estou incluído neste último segmento. E, para acrescentar um ar de dramaticidade, o novo emprego que surge a partir da próxima semana.
      Mas a falta de tempo não se transformará em desculpa esfarrapada para a falta de criatividade.
      Á medida do possível, este espaço vai democratizar informações variadas sobre o andamento das Olimpíadas de Londres com fotos, vídeos e depoimentos.



                                                                     Saindo às ruas

      O legado olímpico é imenso. Até hoje ainda não consegui encontrar um único link ou notícias da nossa grande mídia credenciada brasileira sobre a Olimpíada cultural, um evento oficial chamado Festival de Londres. Mais de dez mil shows serão realizados em todo o Reino Unido durante o período das Olimpíadas.
      É neste contexto que aparecem as maiores experiências organizadas em paralelo aos jogos.Performances para crianças, artistas portadores de necessidades especiais, Thomas Heatherwick, Stephen Fry, Robert Wilson, comédia, teatro, o cinema, as exposições de artefatos históricos ligados aos jogos, artistas de rua que dividirão o espaço público nas margens do Tâmisa e, claro, a Casa Brasil, Somerset House, no coração de Londres.

                                                                  Rocking the world

      Impossível listar em um único espaço todas as atracões culturais e artísticas. No entanto, alguns títulos são de encher os olhos até dos mais leigos: concerto de música africano, Simon Bolivar e a orquestra da Venezuela, a para-orquestra britânica, o musical que vai percorrer o rio contando a história oculta de Londres, todas as atividades do Barbican Hall e a música popular francesa do tempo de Louis XIV. Rock, roll, blues, jazz, Camden Town, Brick Lane e todas as feiras ao ar livre também estão na pauta.
     
      Particularmente, gostaria muito de poder ver de perto Land of Giants, o maior evento de arte ao ar livre do mundo inteiro, que será realizado na Irlanda do Norte. O show é inspirado em lendas e mitos dos gigantes do Norte, em particular Guliver no topo das montanhas de Belfast, Sansão e Golias, Titã e Olímpia. Vai ficar pra próxima.
      Tenho esperanças de que poderei dar uma espiada no Rio Occupation London, evento onde 30 artistas brasileiros vão estar dia a dia, lado a lado com outros 30 artistas britânicos, para promover a cultura brasileira e britânica para o mundo todo, em vários locais espalhados por Londres. É possível acompanhar as etapas no link www.london201/festival.
     Mais uma olimpíada vem aí. E o fato de poder estar vivendo o cotidiano é o que transforma a atmosfera sobre o maior evento do planeta em algo ainda mais excitante: o contato, a conversa, o entendimento da língua e, claro, a possibilidade infinita de trabalhar a pauta sem pautas. Livre, sem carteirinha ou edição. O jornalismo amador-profissional, com sensibilidade, longe dos holofotes e muito perto do coração das pessoas, daqueles que participam ou não dos jogos.
      Esta é a promessa. Sem plano A, sem plano B, mas com alguma possibilidade de mostrar algo que talvez será visto somente aqui.
      Porque, afinal de contas, sempre existirá a dúvida sobre o que realmente é o lado A, e o que é o Lado B?

terça-feira, 27 de março de 2012

Curtinhas olYmpicas

Somente aqui você encontra poucas e boas. London 2012 no The London Eye -

Os motoristas vão ter que esperar extra 20 minutos no trânsito por conta de sinais vermelhos mais demorados. Isso porque a luz verde será prioridade dos VIPs, noticia hoje o Evening Standard.
A rota olímpica envolve 109 milhas e os locais mais afetados serão os cruzamentos dos principais hoteis da cidade, pros lados de Park Lane e Hyde Park Corner. Logo, Marylebone Road, Euston, Embankment e O West End terão trânsito caótico.

                                                                                                               Vila olímpica quase pronta


O Show de abertura dos jogos está marcado para a véspera, no dia 26 de julho. Oitenta mil pessoas irão ao Hyde Park celebrar a abertura dos Jogos de Londres e ver no palco o final do trajeto da tocha olímpica antes de ser levada para a vila em Stratford. Dizze Rascal, The Wanted, Eliza Doolitle, Rizzle Kicks e Wretch 32 são os nomes escolhidos para animar a galera.

Os russos vão invadir Londres durante as Olimpíadas. O recém reeleito Vladimir Putin está investindo pesado para trazer os magnatas para cá. Iates, barcos, festas luxuosas, patinação no gelo e muita grana em publicidade vão fazer parte do projeto russo para mostrar o que estão preparando para os jogos europeus de inverno em 2014. Um dos pontos de encontro dos magnatas será o barco de Roman Abramovich, o dono do Chelsea.

Membros da Al Qaeda estariam organizando um ataque com veneno cyanide durante os jogos olímpicos de Londres. A notícia está na edição de ontem do sensacionalista The Sun. Diz o jornal que extremistas ligados à rede terrorista publicaram instruções detalhadas em sites da Internet sobre como utilizar o veneno, misturando-o em cremes para as mãos e hidratantes, o que facilitaria a penetração na pele. Os nomes dos envolvidos e as informações divulgadas sobre o plano estão sob o escrutínio detalhado dos serviços de inteligência britânicos.

Estima-se que 500 mil prostitutas da Ucrânea estejam infectadas com o vírus HIV. A Inglaterra joga contra a Ucrânea. Autoridades sanitárias estão pensando em exigir atestado comprovatório para as hookers que vierem ganhar um extra em Londres. Tem puta dizendo que vai ficar rica por conta dos ingleses. O governo está de olho no bordel.

O Comitê Olímpico organizador dos jogos de Londres começa amanhã as últimas vistorias no site olímpico antes das aberturas oficiais dos jogos. Pouco mais de três meses para o início da festança, falta pouco para se definir. London ficou no azul com o orçamento inicial de 8 bilhões de libras e todas as obras foram ou são entregues dentro do cronograma.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Indecisões decisas

  • Outro dia não sabia se comprava uma bicicleta ou se voltava a dedicar mais tempo ao ato de escrever. Ou ao ato de consumir. Sempre quiz um fone de ouvido novo. Ainda não quiz comprá-lo porque devo ter uns outros oito ou treze velhos novos. Mês passado quiz recriar o universo em visões caleidoscópicas, mas a piração já passou. Então voltei a pensar num Mac Pro e o quanto as novas tecnologias me fascinam. Longe de se auto avaliar um consumista exagerado e, ao mesmo tempo, muito perto disso. Vivo o presente.
  • Também estive a fim de uma faca nova. Esta sim, comprei. A necessidade falou mais alto.
  • Por falar em necessidade, fizemos um up grade da nossa máquina fotográfica. Porque se eu não referir este assunto no plural, a Raquel pira.
  •  
  • Quando me olho no espelho, sinto uma vontade imensa de não ser mais. De ser algo mais. Então revigoro as minhas próprias indecisões.
  • Ontem saí de casa para comprar um corte novo de cabelo e, no meio do caminho, desisti. Entendi que o melhor corte era deixar crescer. Talvez vire punk ou faça um rasta. Talvez esteja mais inclinado a segunda opção, embora seja muito mais cara.
  • Também outro dia, resolvi deixar de comer carne vermelha. No mesmo dia adiei a passagem do reino animal para o vegetal, embora saiba que esta decisão tem os dias contados. Logo irá acontecer.
  • Na semana passada, a única certeza que tinha era que reativaria esta página no dia 23. Porque hoje é o lançamento nacional do novo filme sobre a vida e o legado de Raul dos Santos Seixas, o maior de todos.
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  • Embora muito indeciso, este texto toma um formato extremamente decisivo: serve para dizer que estou de volta, recuperado dos calos do tempo e do cansaço do trabalho. Porque grandes mudanças sempre necessitam de tempo.
  • O The London Eye continua, mais do que nunca, o olho de Londres.
  • Vem aí as olimpíadas e a promessa do maior show da terra.
  • Ainda não tenho certeza se comprarei um colete à prova de balas ou farei um bunker no pátio do vizinho. Será que a bomba explode? Continuo indeciso sobre este assunto.
  • O certo mesmo é que a primavera chegou. E a pergunta é - como não consumir?
  • Os ingleses vão beber muito mais beer. Enquanto isso, o governo tenta reduzir um milhão de crimes anuais associados ao consumo do álcool. E diminur a conta de 21 bilhões de libras que o crime legal do álcool causa aos cofres do governo inglês por consequência de diversos crimes praticados por bêbados.
  • Sempre tive dúvidas se é melhor ser um bêbado conhecido ou um alcólatra anônimo. Por isso quase nunca bebo.
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  • Sempre tive uma certeza: apesar das idas e vindas da minha vida, escrever continua no topo da lista de indecisões. Neste exato momento, a maior de todas as dúvidas é:
  • O livro sobre a vida na cozinha! Quando vai rolar? Será que alguma grande editora vai querer me comprar?
  • E, para finalizar, ainda tento assimilar uma última dúvida crucial de uma mente bestial:
  • Será que vou querer me vender?
  • Enquanto espero pela resposta, continuo blogando por aqui mesmo.
  • Vida eterna ao The London Eye by Pinheiro.
  • Em breve começará a saga olímpica, vídeo e fotos e relatos sobre o impacto sócio cultural e econômico numa capital multi-tudo como Londres.


terça-feira, 5 de abril de 2011

Assuntos de rotina

Bresse pigeon e morels, feijões verdes.





Já não me impressiono mais. No início, sim. Tudo, no Mortons, é diferente. O Richard, meu parceiro na cozinha, outro dia me disse quando trocávamos uma idéia:


- Posso te garantir, nenhum restaurante em Londres utiliza produtos de tanta luxúria e alto preço quanto aqui.


- Eu sei disso. - Respondi.


Assim como o Richard, eu mantenho conhecidos ou amigos em outros restaurantes. Assim como o meu parceiro de Criciuma, eu também rodei por algumas das melhores companhias.


Chegamos à conclusão de que na temporada passada, compramos mais de quatro quilos de trufas brancas. O quilo da trufa no alto da estação chega a mais de 3 mil libras. Também tivemos quilos das pretas, mais baratas.


Semana passada, em sete dias, tínhamos comprado quatro quilos de morels, o cogumelo da Turquia que recém entrou na estação, custando 75 libras o quilo. Os morels sao tidos como os melhores fungos do mundo por todos os melhores chefs do mundo.


Os peixes mais exóticos e estranhos do fundo dos mares vira e mexe desfilam sobre nossa mesa de preparo.


O Foie Gras que preparo toda semana é como um culto à cozinha clássica francesa. Marinado com Armagnac e Porto, sal e pimenta. Cozido em vapor, à banho maria, temperatura interna de 60 graus.


Queijos e sobremesa. O Comte, o parmesão 24 meses. St. Clair, Nectarine, Roquefort.

O cozimento perfeito do polvo, os scallops, a lula. Sea bass, Turbot, Hallibut, e tantos outros.


O que dizer da parte da frente do atendimento, dos vinhos...!


O que dizer do serviço prestado aos membros do clubinho do Mr. Abela!


O que dizer dele!




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Dizer que raramente ocorrem momentos como esses na vida de um ser humano comum, mortal, sem uma conta milionária ou possibilidade alguma de frequentar ambientes como esse.


Dizer que estar lá é sinônimo de 16 horas intensas de trabalho por dia. Tentativa de controle absoluto de todo o detalhe. Ajuda mútua. Esforço do time inteiro. Respeito e coordenação.


Dizer que fazer parte deste jogo divertido da cozinha é cozinhar com responsabilidade. Buscando a perfeição.


É conhecer grandes profissionais e se fazer conhecer.


É poder aprender com o paladar, o aroma, as cores, sabores e contornos. O processo todo.


É ter certeza de que, quando o dia vier, mostrar tudo isso será o objetivo número um.


Mas, antes disso, é ter em mente de que mais um dos poucos dias de descanso vai acabar e que amanhã tudo recomeça;


Best times I ever had in the kitchen!


domingo, 27 de março de 2011

Neymar 2 x 0 Scotland

Coisas para serem lembradas sobre o amistoso do Brasil contra os escocêses: - O Neymar decide. - O Emirates é um estádio sem explicação. - O gordo Ronaldo tá gordo. - Os italianos são nossos fãs. - A quantidade de escocêses era 3 vezes maior que a de brasileiros. - A quantidade de cerveja que eles bebem é três vezes maior que a nossa. - O futebol arte anda meio esquecido, a não ser em rápidos splashes de toques de primeira. E, claro, no gol do Neymar. - O Mano vai ficando mais forte. - O Lucião é forte. - Deveria ter sido o Victor. - Não deveria ter sido o Damião. - Muito menos o Jonas. - Próximo passo será o Wembley. - Seleção hospedada no Dorchester. Luxo total. - Valeu a experiência. Pés quentes. #
Visao do bloco 15, leste, cadeiras 612 e 613, Andar de cima.



Os italianos Procolo, Alecio e o pai do Procolo. Parceria de trabalho que não perde a chance de ver o Brasil jogar.





sábado, 5 de março de 2011

O renascimento do Renaissance

St. Pancrass Renaissance Hotel - Londres



A arquitetura gótica é confusa aos olhos do não iniciado. Por que este estilo exuberante, luxuoso, muito caro e de encher aos olhos foi dominante na arquitetura da metade para o final do século 19? E por que o assunto gótico ainda hoje mexe com a imaginação e as mentes das pessoas?

A reabertura da obra arquitetônica de George Gilbert Scott está marcada para a semana que vem. O Midland Grand Hotel, foi construído em frente a estação de St. Pancras International.
Depois de 76 anos, a reabertura oferece absolutamente tudo o que foi original, reconstruído nos mínimos detalhes as formas e contextos da idéia mãe. Tudo tem seu preço: a reforma custou 150 milhões de libras esterlinas!

Vamos ao artigo de Kieram Long, no jornal Evening Standard
Tudo o que você precisa é avaliar o sucesso das torres pontiagudas ou gêmeas em filmes de vampiros, ou do gênero, para entender que o gênero tem gosto popular. As filmagens de Harry Potter com o fundo de tela da arquitetura gótica em Oxford, faz de Howgard ainda mais belo quando algumas cenas são filmadas dentro do hotel Renassence, aqui em Londres. São evidências suficientes para saber que o gótico revive nas mentes da garotada do século 21.

Não só o estilo arquitetônico Gótico, mas o fascínio das pessoas em relação a magia, religião e vida após a morte são revividos nas paredes, estruturas, colunas, piso, telhado, e todos os detalhes que colaboram para reviver rituais, arte, segredos sobre irmandades ou sociedades secretas, etc etc. de prédios góticos, no qual renasce com força no antigo Grand Hotel, agora Renaissance, 5 estrelas no coração da City of London.

O prédio, construído em 1865, compreende uma gama de situações relacionadas a cullturas antigas e também uma forte influência dos prédios magníficos da era vitoriana, sempre localizados no topo de estações terminais, como e o caso de St Pancras, onde tem saídas e chegadas para toda e de toda a Europa.

Homens como o escritor John Britton, perito em artes e arquitetura medieval e autor do livro Arquitetura antiga da Grã Bretanha colaboram para que arquitetos modernos possam olhar para a identidade sólida do perfil gótico inspirado em Pugin, o gênio mercúrio da cena gótica, para poder reviver situações que recriam a própria identidade inglesa, sem influências gregas ou romanas. Foi Pugin o escolhido para trabalhar em toda a decoração interna das casas do Parlamento, em 1800 e poucos.

Desde 1840 até o momento, o gótico define os prédios mais importantes de Londres: A corte real de Justiça, o memorial de Albert, as casas do Parlamento e o Big Ben, O Instituto de Arquitetos e centenas de igrejas espalhadas por toda a cidade.

A tapeçaria novíssima com traços de envelhecidos, os vidros trabalhados de maneira medieval, colunas, corredores, escadarias, o detalhe e a expansão, traços vitorianos, detalhes perfeitos aos olhos sobre mundos que nem sempre são apenas de imaginação, mas que movimentam uma indústria de cultura, consumo, relacionamento não só com o turista, mas com todos nós ingleses... - diz o escritor.

Colírio aos olhos meus








Parabéns, Raquel. Estou muito feliz por tua conquista.
Este é o novo local de trabalho da Raquel desde a semana passada. Por indicação de uma amiga e ex colega do Nandos, foi chamada para duas entrevistas e aprovada num questionario de 45 perguntas, antes de chegar as escadarias do Renaissance. Organiza e atende eventos, responde pelo dry store (dispensa de secos) e, pelo que a conheço, está sempre disposta a fazer mais... parabéns, meu amor!
O próximo passo nessa conquista vai ser o Induction day (dia da indução, literalmente), quando diretores e alto escalão caminham por todo o prédio, mostram, explicam e respondem perguntas sobre o prédio e sua história, o funcionamento de tudo, as suítems, salas de jantar, ambientes internos, e tudo mais concernente a um hotel 5 estrelas de uma das maiores redes do mundo etc etc... E, depois disso...
como incentivo da Marriot, os grandes que estão por trás do Renassence, uma noite no hotel para provar todo o serviço!
Quando esta noite chegar, na sexta que vem, a única promessa é de que as fotos não serão as da internet!









sábado, 18 de dezembro de 2010

Uma beleza de estrago

A neve. Há exatamente um ano, entre os dias 16 e 17 de dezembro, nevava forte em Londres. Hoje a história se repetiu. Tudo parou. Os ônibus estavam lotados e as linhas diminuiram a quantidade de veículos disponíveis. Milhares de pessoas se amontoavam em paradas de ônibus ao ar livre. Sob cortina branca e densa de neve.

O espetáculo da chuva sólida é lindo. E o contrário quando já está sobre o solo. A neve vira barro. Empecilho. Anúncio de perigo tanto para pedestres quanto motoristas. Equipes de ambulância tentam, à mercê do tempo, levar socorro a moradores dos rincões mais distantes.

Em torno de 20 centímetros de neve foi a conta somente para o dia de hoje no norte, Escócia, País de Gales e Inglaterra, um pouco mais acima no mapa.

O vento gelado e a temperatura de -3 graus colaboraram para uma única boa notícia: quem já está no hospital ganha atendimento 24 horas. Ou melhor, quase isso. Ocorre que os funcionários não foram para casa. Preferiram dormir no trabalho e evitar transtornos ainda maiores nas ruas congeladas. Além do mais, os hospitais estão lotados.

Aeroportos congelados e congelantes. Vôos cancelados. Milhares à espera. O metrô funcionou aos trancos. As linhas congelaram. O jogo do Arsenal foi cancelado.

Clientes no Morton´s Club e milhares de restaurantes nos arredores ligaram para cancelar reservas. Os pequenos roedores de nozes não apareceram nos troncos das árvores e as últimas folhas já estão no chão.

Acordar de manhã cedo é a maior de todas as misérias. Embora o aquecedor mantenha o quarto e a casa em condições apropriadas para tomar sorvete e ficar de camiseta de manga curta sem se preocupar. Da porta para fora a beleza do espetáculo salta aos olhos...

... orelhas, nariz, queixo, mãos, pés. Tudo esfria rapidamente.

E, para um careca como eu, manta e touca são aparatos essenciais. Sem contar o coquetel de vitaminas e pílulas que me ajudam a manter a carcassa em pé, nestes exaustivos dias finais de dezembro, com dezesseis horas de trabalho por dia. Sem parar.
Vitamina B, A to Z complexo vitamínico, cálcio, comprimidos de vitamina C, Omega 3, Ginseng. E por aí vai, no rumo de uma dosagem correta para uma rotina realmente desgastante.

Ainda não peguei gripe porque não corro atrás dela. Corro para longe, isto sim. Espero que até o dia 13 de janeiro ela não me peque.

Dia 13 muda a figura do ambiente. Brasil iu iu. Férias. Calor, sol, verão, água gelada e pés descalços. Um contraste do tamanho dos cuidados de quem pisa na neve. Não deslisar, agora, é o mais importante de tudo.


domingo, 5 de dezembro de 2010

O preço da tecnologia

É muito fácil entender a enxurrada de I Phones no mundo inteiro, com muito mais rapidez nos países mais desenvolvidos.

Ontem fomos ao mercado. Com o inverno na porta de casa, um vinho tinto sempre vai muito bem. Fizemos nossas compras de rotina e, de quebra, uma garrafa do chileno Isla Negra Cabernet Souvignon. Custa £4. O caixa, um argeliano, me recebeu com um sorriso de surpresa no momento de pagar a conta. Apresentei o I Phone com o aplicativo do próprio supermercado, o Tesco, para passar no leitor eletrônico. Na tela do celular, o código de barras para a soma de pontos em cada compra e possibilidade de descontos depois de um número X delas.

O cartão de papel do Tesco Clubcard logo estará superado por telas de celulares que viram selo magnético, a contar o tamanho das filas nas lojas da Apple e todas as suas revendedoras.

Quando renovamos nosso contrato bienal com nossas operadoras de celular, mês passado, nos ofereceram a chance de ter um Iphone "de graça" para fazer o upgrade por mais dois. Detalhe: I phone 3. No entanto, I4, a versão mais atualizada, é a que realmente leva a fila ao balcão.
Digo "de graça" porque o aparelho não custa nada, basta ter uma conta de £25 ou mais por mês, durante 24 meses. No pay as go, o mesmo aparelho custa £550.

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As prestações mensais aumentam de acordo com a realidade de cada cliente. I phone 4 com 16gb, câmera fotográfica 5.1 megapixels, flash, 600 minutos por mês, mensagens de texto ilimitadas, 500 Mb de Internet pela operadora e outro 1gb inteiro wi-fi (de onde podemos captar o sinal dos outros sem pagar!).
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Optamos por este mesmo, embora já tenham versões de 32 Gb e tudo mais, o que não é o caso da nossa necessidade.
Eu e a Raquel parecemos, as vezes, duas crianças sobre a nossa cama em momentos de descanso. Ela no I phone dela. Eu no meu.

- Vai na Loja Apple e abre entretenimentos. Olha o programa Tvguide. É de graça! - diz a Raquel.
- Daqui a pouco, amor, agora não posso. Estou "busy" baixando a última versão do Fifa 2011!

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Uma semana de Iphone 4 no bolso bastou para conseguir fazer os dowloads de graça da BBC1, Biz Sun, Telegraph, MTV news, CNN Internacional, Discovery News, Le Mond, o aplicatido do Ipod, I Tunes, as rádios Absolute 80s, Absolute 90s, Capital FM, e um programa de todas as rádios "junto reunidas".

Para um nostálgico, como eu, acreditar que tenho todas as rádios do mundo em minhas mãos sem pensar no estresse de virar a antena para captar o sinal, é praticamente um sonho que se torna realidade.
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Todas as manhãs vou ao trabalho com ele nas mãos e os fones nos ouvidos. De casa até a estação, assisto BBC live. O noticiário das sete da manhã. Naqueles próximos 20 minutos terei informação suficiente para passar o restante do meu dia dentro da cozinha sem precisar contato com qualquer tipo de mídia. Mas ele continua ali, no bolso, pronto para qualquer momento.
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Na viagem de Metro, música ou video game. Já baixei o velho Street Fighter e, na maioria das vezes, luto com o Ryu. Agora estou tentando virar com todos. Já virei com vários. Também já baixei o Assassins Creed, o Fifa, alguns de estratégia medieval, o Call of Duty, Spider Man e World War. Estou baixando o NAV Free, um sistema GPS que possibilita acessar do celular os mapas de todas as estradas do Reino Unido. O Tom Tom, o melhor programa de todos os GPSs é também o mais caro. Custa £49,99.Muito útil para quem precisa.
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A Loja da Apple é fascinante. Principalmente porque apresenta inúmeras utilidades de graça. Já baixei aplicativos da condição do tempo, atualizações do funcionamento do Metrô, mapas, wallpapers, Red Laser (leitor de códigos de barra que apresenta o preço do produto), entre tantos outros. Restaurant Review, Estaçoes de frutas e vegetais, o próprio Clubcard do Tesco, site de esportes, até a UEFA eu tenho. Sem contar calculadora, compasso, lanterna, despertador, gravadores de voz e vídeo, vídeo câmera onde faço meus ensaios curtíssimos para este blog, o Facebook, Messenger, Skie e Twitter, todos inteiros, ao meu dispor!
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Como é empolgante poder, mesmo que somente no tempo do deslocamento ao toalete, em poucos minutos, ligar o celular, conectar no messenger através da Internet Wi Fi do local onde eu trabalho, e receber um oi da mãe. Da irmã. Do irmão. Ou, com muita sorte, encontrar a Raquel também em algum momento de break. Conversas instantâneas e proximidade on line.
De algum forma, a tecnologia é confortante. Como é legal fotografar ou filmar o momento, e dividí-lo com o mundo inteiro!
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Mas o que mais me impressiona, ainda, são as coisas da realidade como um todo. Saímos do mercado, depois de ter recebido um desconto de £4 pelo Clubcard (valor que pagou o vinho!), e a Raquel falou
- Está tudo mais caro!
Foi quando veio a idéia inteira deste texto, que eu escreveria quando chegasse em casa.

- Esse é o preço que se paga por tecnologia, respondi.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A primeira neve em Londres!

A neve chegou hoje em Londres. Dezessete dias antes em relação á primeira precipitação do ano inverno passado, quando a chuva sólida aconteceu somente em 16 de dezembro, tempo considerado normal pelos especialistas do tempo.

Veio antes. E, consigo, trás vento muito gelado do Norte. No interior, os bretões sofrem com o frio glacial, vindo do polo norte. Tempestades de neve. Escolas paradas. Rodovias comprometidas. Transporte público caótico. Aumento em ocorrências de acidentes nas ruas. Principalmente envolvendo pedestres. Velhos. Crianças. Luxações e lesões em ossos e juntas.

Gente que morre de frio. O trem que não sai. A linha de transmissão que congelou. A água, cada vez mais fria. O gás, cada vez mais consumido. A reclusão dentro de casa, nos tempos de inverno. A menos que...

... este primeiro dia de neve seja num dia de folga!

Stairway to Nando´s!!

Pelos corredores do Nando´s: Jimmy e Raquel. Que tal a intimidade da baixinha""""

Ele é considerado um dos maiores e mais respeitados entre os mais adorados letristas e guitarristas da história do rock n roll. James Patrick nasceu em 1944. Inglês, como todos os bons, gosta mesmo é de comidas apimentadas, bem temperadas ou "spicy". Em todos os tons e notas. James Patrick é Jimmy Page, o fundador do Led Zeppelin. Page vai ao Nando´s comer frango grelhado com molho Peri Peri de pimenta.

"Plain (temperada apenas com sal e mais light de sabor) é que não foi. Eu estava mais prepocupada em encontrar um modo para tirar foto com ele" - exclama a Raquel.

Jimmy Page foi ao Nandos. Aliás, não foi somente uma vez. Ele vai ao Nandos de Nothing Hill. É cliente VIP como todas as outras celebridades.

"Quem tem cartão celebridade não paga conta, é marketing do Nandos", avisa a Raquel.

O detalhe é que Page esconde o cartão e paga a conta.

De acordo com a revista Rolling Stones, o solo de guitarra de Jimmy Page em Stairway to Heaven foi escolhido como o mais lindo de todos os tempos.

O inventor do Led comeu no Nandos e a Raquel viu. Somente não deu tempo para ela ter perguntado o que ele pensava quando o assunto era o conceito de banda que o Led deveria assumir, lá no início.

Ele mesmo, Jimmy Page, responde:

"Eu tinha muitas idéias dos tempos do Yardbirds. A primeira banda me ajudou muito a melhorar performance ao vivo e eu tinha um livro de notas, o qual utilizei no Zeppelin. Na soma daquelas notas, eu queria introduzir um som acustico que pudesse se tornar num casamento de blues e rock acústico com cobertura de acordes pesados, uma mistura nunca antes vista, entre a luz e a sombra musical".


Se é verdade que a pimenta faz realmente bem, então, todos juntos:
"Stairway to Nando´s"!!!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quem é esse tal Mr. Abela?



Ele é um dos dois filhos do mega empresário libanês Albert Abela, criador de uma indústria de alimentação que foi responsável, em anos idos, de abastecer praticamente todas as linhas aéreas do mundo. Nos anos dourados de Albert Abela, a corporação do libanês empregou mais de 30 mil funcionários em diversas partes do globo e gerou uma fortuna de mais de £500 milhões (1.5 bilhão de reais).



Mr. Albert Abela morreu em 1998. Logo depois, Marlon, o irmão e o tio, herdaram o império do empresário libanês com uma carta de restaurantes de alto padrão e pelo menos quatro hotéis cinco estrelas em Mônaco, Londres e nos Estados Unidos.




Em 2001, Marlon Abela vendeu sua parte na corporação e criou a MARC, Marlon Abela Restaurants e Catering. Ainda em 1998, quando tinha 18 anos, Marlon começou a colecionar vinhos. Hoje, conta também com a MARC wines e uma lista de 240 mil garrafas de vinho, constutuindo-se no maior colecionador de vinhos de toda a Europa.



Marlon Abela ou, a partir de agora, simplesmente Mr. Abela, tem apenas 34 anos. Em 2001 comprou e reformou o restaurante Greenhouse, em Mayfair, coração de Londres. No mesmo momento adquiriu o prédio inteiro de número 28 em Berkeley Square para abrir seu clube privado chamado Mortons. Hoje, o clube conta com mais de mil membros no prédio de estilo georgiano encravado na vertente cultural, social e aristocrática das rodas de conversas entre os melhores clubes privados de Londres.



Mesa pronta para a abertura depois de amanhã


Depois do Greenhouse foi a vez da abertura do UMU. Um dos melhores restaurantes japoneses de Londres, baseado na cultura de Kyoto e estilo gastronômico que busca a perfeição.

Ambos, UMU e Greenhouse, possuem uma estrela no ranking Michelin dos melhores restaurantes do mundo. Mr. Abela abriu também A VOCE em Manhattam, Nova York, Gaia, em Connectcut e outros dois restaurantes em Boston. A aquisição mais recente vai abrir nesta quinta-feira. Chama-se Cassis, bistrô de estilo francês provençal com possibilidade de atender entre 80 e 90 pessoas a duas quadras da Harrods, Knightsbridge, uma das áreas mais caras de Londres.



Receitas tradicionais e bom vinho

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Mr. Abela não tem meias palavras para fazer críticas aos famosos Celebrity chefs: "A comida deve falar pelos chefs", define.

Mr. Abela é considerado A list. No entanto, engana-se quem pensa que é a lista dos poshs ou aqueles que querem posar de celebridades. Ele é mais recatado do que isso. A lista a qual Mr. Abela participa é a black. Explico:

Todos os restaurantes de alto nível no mundo inteiro apresentam listas internas de avaliação de clientes. Mr. Abela aparece em inúmeras delas como um cliente indesejado, aquele que amedronta aos chefs, services e gerentes em função de ser extremamente obssessivo por perfeição em todos os sentidos: tempero, sal, apresentação, consistência, etc, etc...

Não é a toa: O Greenhouse recebeu a primeira estrela michelin com apenas quatro meses de abertura. Mesmo com toda esta pompa, o homem não aparece na mídia. Não diz o óbvio apenas para confirmar a regra. Prefere ficar nos bastidores mas não nega: em meio prazo, em torno de 10 a 15 anos, pretende que todos os seus restaurantes contem com três estrelas michelin em cada um deles. Algo demasiadamente pretensioso para qualquer dono de restaurante do mundo. Talvez um pouco mais viável para ele, Mr. Abela.

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No entanto, é no Mortons Club que ele dedica maior parte do tempo. A comida beira o simplérrimo. Estilos misturados entre o francês e o italiano, pratos com ingredientes da gastronomia mediterrânea ganham uma descrição tão simples quanto sua própria concepção e quem define é o próprio dono do império: "a boa comida deve ser simples, sempre com os melhores e mais frescos ingredientes e com o tempero correto".

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Morton´s Club é o meu local de trabalho desde junho. Entrei na cozinha do head Chef Justin Ip e do Head Chef Executivo Yvonnick Lalle na função de chef de partie, encarregado da sessão de pratos de entradas, por intermédio do meu amigo Eduardo Moraes, também chef de partie, sãoluizense e parceiro de jornadas no Mortons. Foi ele quem me indicou para a vaga. Depois de três meses, fui promovido para Jr. sous Chef e passei a trabalhar um novo desafio, ao lado do sous chef Richard Galli, outro parceiro de Criciuma e amigo do Dudu. É lá que estamos formando nosso time. É no time do Mr. Abela que estou vivendo o momento mais intenso e de maior importância na minha carreira como chef.






sábado, 30 de outubro de 2010

Entendendo a língua dos "não" nativos

Confesso que, às vezes, fico muito em dúvida:
Qual é a língua inglesa mais difícil de entender. A dos nativos que falam perfeito, ou a dos não nativos que falam um inglês shit!
Qualquer um sabe falar inglês. Somente os ingleses falam o real inglês.
A começar pelos americanos. Um inglês interiorano com EURE fourrrçado uai. Os indianos são os campeões em errar o F. Moeda de 50 para eles não é fifty, se fala pipiti.
Com os espanhóis, não tenho tido muito contato.
Mas os campeões de erros são os italianos. Estes sim deixam a desejar. Falam inglês desde crianças, e continuam crianças em termos de aprendizagem.
Soletram todas as sílabas.
- How longue!
- Unbelivebole!
- Are you goode!
My hand significa, para os filhos do império, "my ande". Have é eve. E assim vai.
Ite. My frende! Table sevene! Foode! Poisone! Girlã! Restã! Chefã! Burneeeã!
Mas o mais impressionante veio de um japonês. Vendedor de massagem na beira da praia. O cara chegou logo oferecendo:
- Wanna massá!!
Eu estava na quinta lata. Demorou pra cair a ficha.
- What!!
Ele repetiu:
- Wanna massá!!!
O restante, o vídeo explica!
Ainda entendo que, se a pessoa se puxa, lê, ouve rádio, aprende direitinho, é muito mais fácil conviver com o inglês perfeito do que com a réplica imperfeita no modo de se fazer entender.
No final das contas, tem inglês para todos os gostos e línguas. Bem ou mal falado, tudo vira uma questão de ponto de vista. Nada mais do que isso!




Perigo à vista!

Sim. Inacreditável! Nosso último dia de descanso de um total de três foi na praia, em Atenas. Não! Não é o fato de estar no mar Mediterrâneo, à beira da praia em Atenas o fato inacreditável. E sim o fato de ter de conviver com uma bandeira vermelha.

Ok. Sinceramente. Nem passou pela imaginação a cor da bandeira em relação ao time do coração. Nada disso. O inacreditável era mesmo o fato de não entender como este fato pode se tornar algo real, ou seja, realmente factível e passível de entendimento e crença!

Num mar como este, bandeira vermelha!

As far as I know, bandeira vermelha significa algum tipo de perigo mais presente. Aliás, estamos falando de uma bandeira antes da preta, confusão total!

Quando a maré está para bandeira vermelha, as ondas são mais fortes. A maré apresenta-se mais agitada. As águas reviram corpos mais frágeis e o repuxo é mais constante.

Quando eu tinha sete anos de idade, fiquei seis horas perdido nas areias de Capão da Canoa, ainda criança, por conta de ter brincado com a maré da bandeira vermelha. O mar me levou e meu pai não viu. Era uma excursão de turistas para mais um garota não sei das quantas. Quarenta pessoas mobilizaram times de buscas até me encontrar, perdido, chorando, caminhando sem rumo muito perto da Plataforma de Atlântica. No final das contas, ninguém viu a garota não sei das quantas. Culpa da maré.

Sim. Mais fácil pensar que este é um reino encantado e perdido do que acreditar que este velho e explorado mar Mediterrâneo, no pé de Atenas, apresenta bandeira vermelha. É o fim. Não afunda nem o pequeno amigo Ivo.

Viva o dia das bruxas!

A origem do Halloween permanece até os dias de hoje oculta no seu próprio significado. Acredita-se que quase um milênio antes de Cristo, os povos pagãos da Bretanha tenham criado uma forma de culto para reverenciar o final do verão e a chegada do inverno, ou simplesmente dedicar a data como uma forma de homenagear os mortos. O culto era denominado Samhain.
Até os dias de hoje, encontros de grupos de druídas modernos, místicos, gnósticos e bruxos ocorre em diversos locais da Europa, principalmente em Londres.
Um dos maiores encontros ocorre por intermédio da Livraria Tavstock, de Covent Garden, especializada em livros sobre diversas filosofias de vida, ocultismo, esoterismo ou espiritismo. Geralmente acontece nos bosques do Hampstead Heath Park.
De acordo com a tradição druída, o Samhain durava cerca de uma semana. O festival invocava o espírito dos antepassados por intermédio dos sacerdotes druídas ao seu povo. Era uma festa grandiosa e repleta de felicidade, já que o druidismo acredita na vida perfeita e absoluta no lugar dos "mortos". Também celebrava-se o encontro do céu e da terra, ou simplesmente o final das estações, entre o verão e o inverno.
Em meio ao esquisitismo católico do dia dos finados ou a festa de todos os santos, muito pouco sobrou nos dias de hoje em relação ao culto dos antigos celtas.
No entanto, o pouco que sobroou é muito bem aproveitado por aqueles todos que sabem aproveitar. Os encontros, aqui em Londres, servem para a confraternização das almas. Pessoas alegres se reunem. Discutem assuntos importantes como o cosmos, o universo, Buddha, questões filosóficas as mais variadas. Coisas da natureza. Se vestem ao rigor do simples. Geralmente mostram roupas coloridas. Rastas. Vira e mexe e são vegetarianos. Pensam positivo. Vira e mexe e deixam de lado Jesus, Pedro, e as coisas ligadas à fé das mentes materialistas.
No entanto, por falar em materialismo, o que predomina mesmo é o censo do conceito errado. O dia das bruxas nada mais é do que mais um deles, movidos pelas vendas. Fantasias e morangas. As pumpkins estão por todo o lugar.
Nos dois vídeos abaixo, a vitrine da Fortnum e Maison, a maior e mais luxuosa loja de variedades encravada em Mayfair, no coração de Londres.
O segundo vídeo num dos clubes privados mais famosos e ricos de Londres, o Morton´s, encravado na região de Mayfair, coração de Londres, local onde a parcela mais alta da sociedade dos ricos está. Por sinal e curiosidade, o local onde eu trabalho. O ambiente mostra apenas o bar, começando a ser decorado. Outro dia mostrarei o restante dos quatro andares do clube e contarei a história de um senhorzinho de 30 e poucos anos, chamado Marlon Abela.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Vista panorâmica de Atenas

Atenas, vista de cima, do monte ao Lado do Partenon, local conhecido como a Prisão de Sócrates.

O fim da democracia ateniense

Para os bons historiadores e aqueles interessados em História, falar em democracia ateniense é o sinônimo de reconstituir em milênios tudo aquilo que o ocidente qualifica como o nascimento da lei, do respeito, do livre arbítrio, da dignidade, oralidade, liberdade, igualdade, e tudo mais.

Não quero, aqui, entrar nesse mérito.

No entanto, qualifico este momento como um dos mais históricos que eu já vivi. Um jornalista em férias, com a esposa, ansioso para pisar num dos locais mais sagrados do planeta: O Partenon, na rocha sagrada de Acrópolis, centro antigo de Atenas.

Tínhamos três dias de férias em Atenas, no começo de outubro. Nos hospedamos num hostel o qual eu recomendo para todos os mochileiros como nós, sem muita frescura, mas limpo e com um bom café da manhã. A escolha foi perfeita: o hostel fica ao lado da Acrópolis, cinco minutos à pé e vizinho a todas as estações centrais de metrô. Tudo, absolutamente tudo, transcorria na mais perfeita tranquilidade. Até a chegada ao portão principal.

-Estamos em greve! Ninguém pode entrar na Acrópolis! - exclamou uma funcionária do governo. Outras centenas de turistas boquiabertos também procuravam explicação.

Tentei argumentar com a menina:

- Bom dia. Sou jornalista e venho do Brasil para escrever um artigo para uma revista especializada em Arqueologia. Gostaria de entrar e tirar algumas fotos. O restante até posso fazer depois, mas preciso das fotos.

- Ninguém entra! - reforçou a grevista.

Perguntamos quem era o coordenador do movimento de greve, ela respondeu:

- Somos nós mesmos!

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À primeira vista, alguns jovens funcionários despreocupados com a dimensão do assunto davam a impressão de que aquilo tudo não passava de uma arruaça estudantil ou um movimento muito adolescente. Mas não era.

Os funcionários do governo realmente estavam em greve. A Grécia atravessa difícil crise financeira e o governo não paga funcionários há meses.

No entanto, o assunto chegou ao extremo. Barrar a entrada de turistas nos templos sagrados dos deuses gregos.

Este foi um dos momentos mais históricos de toda minha vida. Algo que jamais será visto novamente, talvez. Não se tem notícia de que, em mais de 2.500 anos, os portões dos templos sagrados tivessem sido fechados ao público por um movimento de greve!

Sim, eu sei. Daria Fantástico. Jornal Nacional, ou quem sabe a Rádio Gaúcha tivesse algum interesse.

Por outro lado, foi um momento muito pessoal. Estar lá. Na hora certa. No momento certo. Vendo tudo sem intermédio de terceiros. Ao lado do perigo!

Foi quando a polícia de choque grega chegou. A Raquel, como sempre mais precavida, esperava por mim a uns 20 metros do foco dos acontecimentos. Eu?

Bom, pelo vídeo, é muito fácil identificar o local onde eu estava!

No final das contas, ou como diz um velho amigo radialista... "entre mortos e feridos, todos se salvaram"!!

No terceiro dia da nossa visita conseguimos entrar na Acrópolis. As fotos estão postadas no meu orkut e no da Raquel. Porque momentos tão históricos precisam ser divididos com amigos e família!