terça-feira, 30 de novembro de 2010

A primeira neve em Londres!

A neve chegou hoje em Londres. Dezessete dias antes em relação á primeira precipitação do ano inverno passado, quando a chuva sólida aconteceu somente em 16 de dezembro, tempo considerado normal pelos especialistas do tempo.

Veio antes. E, consigo, trás vento muito gelado do Norte. No interior, os bretões sofrem com o frio glacial, vindo do polo norte. Tempestades de neve. Escolas paradas. Rodovias comprometidas. Transporte público caótico. Aumento em ocorrências de acidentes nas ruas. Principalmente envolvendo pedestres. Velhos. Crianças. Luxações e lesões em ossos e juntas.

Gente que morre de frio. O trem que não sai. A linha de transmissão que congelou. A água, cada vez mais fria. O gás, cada vez mais consumido. A reclusão dentro de casa, nos tempos de inverno. A menos que...

... este primeiro dia de neve seja num dia de folga!

Stairway to Nando´s!!

Pelos corredores do Nando´s: Jimmy e Raquel. Que tal a intimidade da baixinha""""

Ele é considerado um dos maiores e mais respeitados entre os mais adorados letristas e guitarristas da história do rock n roll. James Patrick nasceu em 1944. Inglês, como todos os bons, gosta mesmo é de comidas apimentadas, bem temperadas ou "spicy". Em todos os tons e notas. James Patrick é Jimmy Page, o fundador do Led Zeppelin. Page vai ao Nando´s comer frango grelhado com molho Peri Peri de pimenta.

"Plain (temperada apenas com sal e mais light de sabor) é que não foi. Eu estava mais prepocupada em encontrar um modo para tirar foto com ele" - exclama a Raquel.

Jimmy Page foi ao Nandos. Aliás, não foi somente uma vez. Ele vai ao Nandos de Nothing Hill. É cliente VIP como todas as outras celebridades.

"Quem tem cartão celebridade não paga conta, é marketing do Nandos", avisa a Raquel.

O detalhe é que Page esconde o cartão e paga a conta.

De acordo com a revista Rolling Stones, o solo de guitarra de Jimmy Page em Stairway to Heaven foi escolhido como o mais lindo de todos os tempos.

O inventor do Led comeu no Nandos e a Raquel viu. Somente não deu tempo para ela ter perguntado o que ele pensava quando o assunto era o conceito de banda que o Led deveria assumir, lá no início.

Ele mesmo, Jimmy Page, responde:

"Eu tinha muitas idéias dos tempos do Yardbirds. A primeira banda me ajudou muito a melhorar performance ao vivo e eu tinha um livro de notas, o qual utilizei no Zeppelin. Na soma daquelas notas, eu queria introduzir um som acustico que pudesse se tornar num casamento de blues e rock acústico com cobertura de acordes pesados, uma mistura nunca antes vista, entre a luz e a sombra musical".


Se é verdade que a pimenta faz realmente bem, então, todos juntos:
"Stairway to Nando´s"!!!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quem é esse tal Mr. Abela?



Ele é um dos dois filhos do mega empresário libanês Albert Abela, criador de uma indústria de alimentação que foi responsável, em anos idos, de abastecer praticamente todas as linhas aéreas do mundo. Nos anos dourados de Albert Abela, a corporação do libanês empregou mais de 30 mil funcionários em diversas partes do globo e gerou uma fortuna de mais de £500 milhões (1.5 bilhão de reais).



Mr. Albert Abela morreu em 1998. Logo depois, Marlon, o irmão e o tio, herdaram o império do empresário libanês com uma carta de restaurantes de alto padrão e pelo menos quatro hotéis cinco estrelas em Mônaco, Londres e nos Estados Unidos.




Em 2001, Marlon Abela vendeu sua parte na corporação e criou a MARC, Marlon Abela Restaurants e Catering. Ainda em 1998, quando tinha 18 anos, Marlon começou a colecionar vinhos. Hoje, conta também com a MARC wines e uma lista de 240 mil garrafas de vinho, constutuindo-se no maior colecionador de vinhos de toda a Europa.



Marlon Abela ou, a partir de agora, simplesmente Mr. Abela, tem apenas 34 anos. Em 2001 comprou e reformou o restaurante Greenhouse, em Mayfair, coração de Londres. No mesmo momento adquiriu o prédio inteiro de número 28 em Berkeley Square para abrir seu clube privado chamado Mortons. Hoje, o clube conta com mais de mil membros no prédio de estilo georgiano encravado na vertente cultural, social e aristocrática das rodas de conversas entre os melhores clubes privados de Londres.



Mesa pronta para a abertura depois de amanhã


Depois do Greenhouse foi a vez da abertura do UMU. Um dos melhores restaurantes japoneses de Londres, baseado na cultura de Kyoto e estilo gastronômico que busca a perfeição.

Ambos, UMU e Greenhouse, possuem uma estrela no ranking Michelin dos melhores restaurantes do mundo. Mr. Abela abriu também A VOCE em Manhattam, Nova York, Gaia, em Connectcut e outros dois restaurantes em Boston. A aquisição mais recente vai abrir nesta quinta-feira. Chama-se Cassis, bistrô de estilo francês provençal com possibilidade de atender entre 80 e 90 pessoas a duas quadras da Harrods, Knightsbridge, uma das áreas mais caras de Londres.



Receitas tradicionais e bom vinho

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Mr. Abela não tem meias palavras para fazer críticas aos famosos Celebrity chefs: "A comida deve falar pelos chefs", define.

Mr. Abela é considerado A list. No entanto, engana-se quem pensa que é a lista dos poshs ou aqueles que querem posar de celebridades. Ele é mais recatado do que isso. A lista a qual Mr. Abela participa é a black. Explico:

Todos os restaurantes de alto nível no mundo inteiro apresentam listas internas de avaliação de clientes. Mr. Abela aparece em inúmeras delas como um cliente indesejado, aquele que amedronta aos chefs, services e gerentes em função de ser extremamente obssessivo por perfeição em todos os sentidos: tempero, sal, apresentação, consistência, etc, etc...

Não é a toa: O Greenhouse recebeu a primeira estrela michelin com apenas quatro meses de abertura. Mesmo com toda esta pompa, o homem não aparece na mídia. Não diz o óbvio apenas para confirmar a regra. Prefere ficar nos bastidores mas não nega: em meio prazo, em torno de 10 a 15 anos, pretende que todos os seus restaurantes contem com três estrelas michelin em cada um deles. Algo demasiadamente pretensioso para qualquer dono de restaurante do mundo. Talvez um pouco mais viável para ele, Mr. Abela.

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No entanto, é no Mortons Club que ele dedica maior parte do tempo. A comida beira o simplérrimo. Estilos misturados entre o francês e o italiano, pratos com ingredientes da gastronomia mediterrânea ganham uma descrição tão simples quanto sua própria concepção e quem define é o próprio dono do império: "a boa comida deve ser simples, sempre com os melhores e mais frescos ingredientes e com o tempero correto".

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Morton´s Club é o meu local de trabalho desde junho. Entrei na cozinha do head Chef Justin Ip e do Head Chef Executivo Yvonnick Lalle na função de chef de partie, encarregado da sessão de pratos de entradas, por intermédio do meu amigo Eduardo Moraes, também chef de partie, sãoluizense e parceiro de jornadas no Mortons. Foi ele quem me indicou para a vaga. Depois de três meses, fui promovido para Jr. sous Chef e passei a trabalhar um novo desafio, ao lado do sous chef Richard Galli, outro parceiro de Criciuma e amigo do Dudu. É lá que estamos formando nosso time. É no time do Mr. Abela que estou vivendo o momento mais intenso e de maior importância na minha carreira como chef.






sábado, 30 de outubro de 2010

Entendendo a língua dos "não" nativos

Confesso que, às vezes, fico muito em dúvida:
Qual é a língua inglesa mais difícil de entender. A dos nativos que falam perfeito, ou a dos não nativos que falam um inglês shit!
Qualquer um sabe falar inglês. Somente os ingleses falam o real inglês.
A começar pelos americanos. Um inglês interiorano com EURE fourrrçado uai. Os indianos são os campeões em errar o F. Moeda de 50 para eles não é fifty, se fala pipiti.
Com os espanhóis, não tenho tido muito contato.
Mas os campeões de erros são os italianos. Estes sim deixam a desejar. Falam inglês desde crianças, e continuam crianças em termos de aprendizagem.
Soletram todas as sílabas.
- How longue!
- Unbelivebole!
- Are you goode!
My hand significa, para os filhos do império, "my ande". Have é eve. E assim vai.
Ite. My frende! Table sevene! Foode! Poisone! Girlã! Restã! Chefã! Burneeeã!
Mas o mais impressionante veio de um japonês. Vendedor de massagem na beira da praia. O cara chegou logo oferecendo:
- Wanna massá!!
Eu estava na quinta lata. Demorou pra cair a ficha.
- What!!
Ele repetiu:
- Wanna massá!!!
O restante, o vídeo explica!
Ainda entendo que, se a pessoa se puxa, lê, ouve rádio, aprende direitinho, é muito mais fácil conviver com o inglês perfeito do que com a réplica imperfeita no modo de se fazer entender.
No final das contas, tem inglês para todos os gostos e línguas. Bem ou mal falado, tudo vira uma questão de ponto de vista. Nada mais do que isso!




Perigo à vista!

Sim. Inacreditável! Nosso último dia de descanso de um total de três foi na praia, em Atenas. Não! Não é o fato de estar no mar Mediterrâneo, à beira da praia em Atenas o fato inacreditável. E sim o fato de ter de conviver com uma bandeira vermelha.

Ok. Sinceramente. Nem passou pela imaginação a cor da bandeira em relação ao time do coração. Nada disso. O inacreditável era mesmo o fato de não entender como este fato pode se tornar algo real, ou seja, realmente factível e passível de entendimento e crença!

Num mar como este, bandeira vermelha!

As far as I know, bandeira vermelha significa algum tipo de perigo mais presente. Aliás, estamos falando de uma bandeira antes da preta, confusão total!

Quando a maré está para bandeira vermelha, as ondas são mais fortes. A maré apresenta-se mais agitada. As águas reviram corpos mais frágeis e o repuxo é mais constante.

Quando eu tinha sete anos de idade, fiquei seis horas perdido nas areias de Capão da Canoa, ainda criança, por conta de ter brincado com a maré da bandeira vermelha. O mar me levou e meu pai não viu. Era uma excursão de turistas para mais um garota não sei das quantas. Quarenta pessoas mobilizaram times de buscas até me encontrar, perdido, chorando, caminhando sem rumo muito perto da Plataforma de Atlântica. No final das contas, ninguém viu a garota não sei das quantas. Culpa da maré.

Sim. Mais fácil pensar que este é um reino encantado e perdido do que acreditar que este velho e explorado mar Mediterrâneo, no pé de Atenas, apresenta bandeira vermelha. É o fim. Não afunda nem o pequeno amigo Ivo.

Viva o dia das bruxas!

A origem do Halloween permanece até os dias de hoje oculta no seu próprio significado. Acredita-se que quase um milênio antes de Cristo, os povos pagãos da Bretanha tenham criado uma forma de culto para reverenciar o final do verão e a chegada do inverno, ou simplesmente dedicar a data como uma forma de homenagear os mortos. O culto era denominado Samhain.
Até os dias de hoje, encontros de grupos de druídas modernos, místicos, gnósticos e bruxos ocorre em diversos locais da Europa, principalmente em Londres.
Um dos maiores encontros ocorre por intermédio da Livraria Tavstock, de Covent Garden, especializada em livros sobre diversas filosofias de vida, ocultismo, esoterismo ou espiritismo. Geralmente acontece nos bosques do Hampstead Heath Park.
De acordo com a tradição druída, o Samhain durava cerca de uma semana. O festival invocava o espírito dos antepassados por intermédio dos sacerdotes druídas ao seu povo. Era uma festa grandiosa e repleta de felicidade, já que o druidismo acredita na vida perfeita e absoluta no lugar dos "mortos". Também celebrava-se o encontro do céu e da terra, ou simplesmente o final das estações, entre o verão e o inverno.
Em meio ao esquisitismo católico do dia dos finados ou a festa de todos os santos, muito pouco sobrou nos dias de hoje em relação ao culto dos antigos celtas.
No entanto, o pouco que sobroou é muito bem aproveitado por aqueles todos que sabem aproveitar. Os encontros, aqui em Londres, servem para a confraternização das almas. Pessoas alegres se reunem. Discutem assuntos importantes como o cosmos, o universo, Buddha, questões filosóficas as mais variadas. Coisas da natureza. Se vestem ao rigor do simples. Geralmente mostram roupas coloridas. Rastas. Vira e mexe e são vegetarianos. Pensam positivo. Vira e mexe e deixam de lado Jesus, Pedro, e as coisas ligadas à fé das mentes materialistas.
No entanto, por falar em materialismo, o que predomina mesmo é o censo do conceito errado. O dia das bruxas nada mais é do que mais um deles, movidos pelas vendas. Fantasias e morangas. As pumpkins estão por todo o lugar.
Nos dois vídeos abaixo, a vitrine da Fortnum e Maison, a maior e mais luxuosa loja de variedades encravada em Mayfair, no coração de Londres.
O segundo vídeo num dos clubes privados mais famosos e ricos de Londres, o Morton´s, encravado na região de Mayfair, coração de Londres, local onde a parcela mais alta da sociedade dos ricos está. Por sinal e curiosidade, o local onde eu trabalho. O ambiente mostra apenas o bar, começando a ser decorado. Outro dia mostrarei o restante dos quatro andares do clube e contarei a história de um senhorzinho de 30 e poucos anos, chamado Marlon Abela.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Vista panorâmica de Atenas

Atenas, vista de cima, do monte ao Lado do Partenon, local conhecido como a Prisão de Sócrates.